Novas opções de curso superior
Fonte: Jornal do Comércio
11/08/2011
TECNÓLOGO Pela especificidade e a curta duração na formação, o curso está sendo uma saída para atender à demanda do mercado
Gilvan Oliveira
goliveira@jc.com.br
Tecnólogo. Comece a se familiarizar com esse substantivo. Ele deve nominar cada vez mais os cursos de nível superior que serão oferecidos por universidades visando formar profissionais para atender às demandas do novo perfil econômico do Estado. Os cursos tecnólogos são as apostas das Universidades Federal (UFPE), Rural (UFRPE), de Pernambuco (UPE) e Católica de Pernambuco (Unicap) para capacitar mão de obra e enfrentar os grandes gargalos que o Estado reconhecidamente precisa superar para que os pernambucanos se beneficiem das oportunidades de emprego e renda que estão sendo geradas: educação e qualificação.
O curso de tecnólogo se propõe a atender às demandas da nova economia pernambucana por dois aspectos: a especificidade e o curto tempo na formação do profissional. O tecnólogo, ou técnico de nível superior, é o profissional graduado em um curso superior de tecnologia. O objetivo da formação é capacitar profissionais para atender campos específicos do mercado de trabalho, caso de Petróleo e Gás. Tem grade curricular compacta, com duração média de dois a três anos, menor, portanto, que a dos cursos de graduação tradicionais. Por ser um profissional de nível superior, os tecnólogos podem dar continuidade a seus estudos cursando a pós-graduação.
Além da formação rápida e sólida para atender as demandas do mercado, o curso tecnólogo contempla um nicho, que são aquelas pessoas com formação técnica que têm interesse em aprimorar seus conhecimentos em um curso superior de rápida duração. Nos países desenvolvidos, os cursos tecnólogos são muito comuns, explica a pró-reitora acadêmica da Unicap, Aline Grego.
A Unicap já oferta seis cursos tecnólogos em diversas áreas, alguns com foco nas atividades econômicas que estão se consolidando no Estado. É o caso de Gestão Portuária. Segundo a universidade, o tecnólogo formado nesse curso estará apto a desempenhar funções estratégicas, táticas e operacionais, tendo como base as relações de interface com a logística empresarial, as operações portuárias e com o comércio exterior, incluindo as legislações pertinentes, além da gestão ambiental. Os demais cursos técnicos de nível superior ofertados pela Unicap são eventos, gestão hospitalar, fotografia, gestão em turismo e jogos digitais.
A UPE e as universidades federais preparam seus pacotes de graduação para tecnólogos. O reitor da UPE, Carlos Calado, explica que, além disso, a universidade deve ofertá-los no interior e segundo o perfil econômico da região. Ele informa que está em análise a implantação de um curso superior, que pode ser tecnólogo, em logística para Salgueiro (Sertão), que deve se consolidar em uma importante estação de transbordo de mercadorias transportada pela ferrovia Transnordestina. Também é avaliada a implantação de cursos tecnólogos voltados à área de tecnologia em Palmares (Mata Sul) já em 2012.
Mas há um desafio que o curso tecnólogo, mesmo ainda não tão popularizado, já precisa superar, segundo Aline Grego e Carlos Calado: o preconceito. É uma questão cultural. Há uma visão tradicional que algumas pessoas têm sobre o curso, acham que pela carga horária menor eles não teriam o status de superior, relata Aline Grego. Quem faz o tecnólogo não perde nada. É curso superior igual aos tradicionais. Quem passa por ele, pode depois fazer um mestrado ou um doutorado, explica Carlos Calado.
AVALIAÇÃO
Dois fatores têm contribuído para que as quatro universidades UFPE, UFRPE, UPE e Unicap estarem procurando atender as demandas surgidas com o novo perfil econômico do Estado. Elas têm grupos internos que monitoram os movimentos da economia, para daí se adequar às demandas da atividade. Na Unicap, existem seis grupos temáticos que se reúnem para avaliar as necessidades de formação para atender demandas como Copa do Mundo, Suape, Comunicação, engenharias e licenciaturas, para formação de professores. A implementação dos cursos tecnólogos surgiram segundo a orientação desses grupos de trabalho.
Outro fator que ajudou a sintonizá-las com o novo momento que vive o Estado foi o fato de os reitores terem assento no Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social (Cedes), participando das discussões dos eixos da economia local.
Esse intercâmbio entre reitores levou a uma estratégia desenvolvida pelas universidades de compensação na formação de mão de obra, em vez delas trabalharem como concorrentes. Carlos Calado cita o caso da área de petróleo e gás: nessa mesma área, as instituições de ensino trabalham sob ângulos diferentes. Enquanto a UPE foca na formação de profissionais para trabalhar com a montagem de estruturas, a UFPE trabalha a pesquisa com o petróleo e seus derivados e a Unicap, a gestão.
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2 comentários:
Tiu Peppe (como é chamado pelos seus alunos bem mais novos vale lembrar)é um colaborador constante para os que vivenciam comércio e para os que quewrem ser profissionais deste seguimento.
Caio, parabéns pela postagem, porém sentí falta do anexo ao outro blog que é formado pelos seus alunos de comex !!
Thiago Coatti
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