Natal, da igreja ao shopping center
O marketing em torno da festa do dia 25 de dezembro, apoiado em elementos do imaginário religioso, ajuda-nos aentender como o consumo se revela filho legítimo do monoteísmo
por Silvio Mieli
Shopping: o templo do Natal moderno
O cenário do anúncio impresso,lançado às vésperas do Natal, reproduzia a atmosfera de um quadro renascentista. Uma cliente se aproxima do caixa para pagar suas compras na loja de decoração. Olhar entre virginal e maternal, vestes angelicais, a mão direita apoiada sobre as caixas brancas e a esquerda sutilmente inclinada, segurando um cartão de crédito. Por trás dos seus cabelos dourados, uma baixela de prata pendurada na prateleira da loja conferia à consumidora uma auréola de “madona rafaelita”. “Fazer o bem é mais fácil do que você imagina”, dizia o slogan do cartão de solidariedade do banco.
A peça publicitária parecia ter sido inspirada no tríptico Virtudes teologais (fé, esperança e caridade), pintado por Raffaello Sanzio em 1507. Só que, na versão original, a santa recosta a mão esquerda no peito e a outra segura o cálice sagrado. Mas cada época tem o Raffaello que merece. E reciclando o estoque de imagens universais para fins instrumentais, o
marketing pré-natalino nos ajuda a entender como o consumo é filho legítimo do monoteísmo. Já no Velho Testamento, no capítulo 1 do livro do Gênese, versículo 26, Deus franqueou ao homem o domínio “sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todas as feras e todos os répteis que rastejam sobre a terra”. Sabemos no que deu este apelo explícito ao consumo desmesurado da própria natureza.
No próprio feriado de “Ação de Graças”, comemorado na quarta quinta-feira de novembro, depois de comer o peru em família, uma procissão de americanos afl ui às compras na maior liquidação do planeta. O agradecimento a Deus pela boa colheita de outono, que está na origem da comemoração instituída em 1621, converte-se na celebração do consumo sem trégua, aquecendo o comércio às vésperas do Natal.
Para reagir ao marketing que mistura táticas religiosas com as do universo militar, surgiu a campanha mundial Buy nothing day (um dia sem compras), encabeçada pela canadense Media Foundation, que produz a revista antipublicitária Adbusters. Mas além
da campanha, o ritual fundamentalista do consumo também passou a ser questionado a partir das performances do reverendo Billy. Fundador da Igreja do Anticonsumo, Billy, ao estilo dos “sacerdotes” evangélicomidiáticos, invade lojas aos berros de “No shopping” (não compre). Sua pregação, acompanhada de denúncias contra a exploração de mão-de-obra infantil na fabricação de certos produtos, inspirou grupos de ativistas europeus, que passaram a organizar manifestações no interior das lojas de grandes marcas. Na versão européia, ativistas quedam-se prostrados diante, por exemplo, de um boné da Nike, entoando orações e mantras laudatórios ao venerado produto.
Silvio Mieli é jornalista e professor do Departamento de Comunicação Jornalística da PUCSP, onde desenvolve atividades ligadas ao midiativismo, à análise dos sistemas audiovisuais e à crítica à mídia
Lembrem-se do verdadeiro espírito de Natal e tentem ouvir, este é sem dúvida a maior lição que vocês poderão receber e o melhor presente que poderá ser dado!!
Desejo a todos um Feliz Natal e um 2008 diferente (e melhor é claro)!!!
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Pós Graduação
Me formei!!!!!
E agora? Pós, MBA, Especialização, Extensão, Inglês, Mestrado, o que eu faço?
A pós graduação é dividida em dois grandes grupos:
- Lato Sensu- São os cursos de complementação profissional, especialização, extensão, a maioria dos MBA's. Embora estes programas não possuam grande reconhecimento acadêmico são bastante valorizados pelo mundo empresarial.
- Stricto Sensu- São os cursos de formação acadêmica, Mestrado, Doutorado. Estes programas tem a funçào de formar pesquisadores e professores acadêmicos. Embora sejam programas de cunho acadêmico, passam a ser vistos como um deferencial competitivo no mundo empresarial.
E agora? Pós, MBA, Especialização, Extensão, Inglês, Mestrado, o que eu faço?
A pós graduação é dividida em dois grandes grupos:
- Lato Sensu- São os cursos de complementação profissional, especialização, extensão, a maioria dos MBA's. Embora estes programas não possuam grande reconhecimento acadêmico são bastante valorizados pelo mundo empresarial.
- Stricto Sensu- São os cursos de formação acadêmica, Mestrado, Doutorado. Estes programas tem a funçào de formar pesquisadores e professores acadêmicos. Embora sejam programas de cunho acadêmico, passam a ser vistos como um deferencial competitivo no mundo empresarial.
sábado, 8 de dezembro de 2007
Corinthians na 2a divisão
Será que foi justo? Eu particularmente acredito que não tenha sido apenas justo mas também merecido!!!!
Formação Profissional
Como é possível formar capital humano global dentro de perspectivas regionais de negócios? Quais os impactos que as políticas locais de T&D impactam para a formação de profissionais globalmente inseridos?
Sistemas de Informação para Marketing
O conteúdo visa esclarecer e demonstrar as diversas formas de gerenciamento nos sistemas e tecnologias de informação, abordando contextualmente os novos paradigmas de gestão empresarial.
Políticas e estratégias de Preços
Proporcionar condições para a avaliação de projetos de investimento, sua implantação, administração. Utilizar métodos e processos de levantamento de custos para a formação de preços de venda de produtos e serviços, de acordo com as estratégias e técnicas da gestão empresarial participativa.
Empreendedorismo
Visa oferecer ao leitor recursos estratégicos para definição de atividades empreendedoras, bem como abrir o debate sobre comportamento empreendedor no século XXI.
Comunicação Empresarial
Visa apresentar ao leitor o conjunto de atividades administrativo-sistêmicas permanente, de caráter estratégico, voltado para seus diferentes públicos, com o objetivo de auxiliar a organização a atingir suas metas, otimizando as relações interpessoais e inter-organizacionais.
Marketing Global
Visa agregar ao leitor conhecimentos sobre marketing e comércio internacional, dando ao mesmo condições de integrar-se aos novos conceitos de gestão em um mundo globalizado, preparando-o para ser o profissional que lidará com questões comerciais e administrativas diretamente ligadas à competitividade brasileira frente ao mercado internacional e ao crescimento da economia brasileira. Dar subsídios ao aluno para compor-se como cidadão, transformando a sociedade brasileira e inserindo-a, através desse profissional, no contexto atual.
Permitir ao aluno capacitar-se e aplicar os conhecimentos operacionais de marketing, aliando estratégias atuais para a dinâmica das trocas internacionais, bem como instrumentos para lançamento, divulgação, promoção, manutenção, recondução de produtos, marcas, e campanhas no mercado internacional. Levar ao aluno e promover debates sobre a competitividade da empresa, bem como muni-lo das ferramentas adequadas para obter sucesso.
Permitir ao aluno capacitar-se e aplicar os conhecimentos operacionais de marketing, aliando estratégias atuais para a dinâmica das trocas internacionais, bem como instrumentos para lançamento, divulgação, promoção, manutenção, recondução de produtos, marcas, e campanhas no mercado internacional. Levar ao aluno e promover debates sobre a competitividade da empresa, bem como muni-lo das ferramentas adequadas para obter sucesso.
Análise Ambiental e Competitiva
Familiarizar os leitores com os conceitos básicos de marketing, tais como: demanda e mercado, concorrência bem como suas variáveis associadas. Conhecer os componentes do ambiente interno e externo da empresa. Discutir e analisar as questões relativas à concorrência e estratégias de criação e manutenção de posição de mercado.
Modelos de Gestão
Capacitar o leitor a compreender as funções da administração. Apresentar as áreas de uma organização. Complementar com a visão da perspectiva contemporânea da administração.
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